segunda-feira, 16 de maio de 2011

Inconsciente coletivo e sincronismo

Muitas invenções, idéias, informações, parecem que pairam no ar e o sincronismo com que parecem pipocar nas mentes não me parece mera coincidência. Grandes avanços da humanidade e inventos surgiram ao mesmo tempo em países distantes - antes de qualquer indício de globalização - e sua autoria até hoje discutida, como no caso do avião.
Em várias culturas antigas, também se percebe similaridades em rituais, figuras místicas e religiosidade, sem que estas comunidades jamais tenham se encontrado. É como se as coisas acontecessem em ondas, ficassem esperando o momento em que várias pessoas se conectem à informação e a realizem.
Tudo isso poderíamos chamar de inconsciente coletivo ou sincronicidade, talvez. O fato é que tais eventos ocorrem desde que a humanidade existe!
Entretanto, vejo que se tal evento acontece com coisas positivas, tem acontecido muito também com as negativas.
Não consigo entender que eventos tão horrendos possam acontecer tanto em determinadas épocas. Já foi assim com pensamentos "arianos" de superioridade que geraram as catátrofes que a história nos conta, e agora tem acontecido pelos casos sucessivos que se noticia de abandono de bebês - e não o abandono simples - resolve-se agora tratar a vida literalmente como lixo.
Pessoas que não podem sequer ser consideradas seres humanos - já que de humanas nada tem e não ser a crueldade - querem se livrar de seus filhos não desejados e para isso usam de um método muito simples: ensacam e jogam no lixo.
Que desvirtuamento de valores as fazem pensar que podem decidir o destino dessa maneira? Ou que a melhor saída é essa, tendo em vista tantos outros meios mais dignos?
Que traumas psicológicos irreparáveis esse simples ato pode fazer por essas crianças, que terão que lidar com a informação que suas genitoras - já que apenas geraram o ser, nunca serão suas mães - as consideraram um lixo. Acho que mesmo uma adoção futura com total carinho não poderá reparar esse karma!
Temos que repensar nossos valores sociais, não posso entender que o mundo terá um final feliz se o que paira sobre nosso inconsciente é esse tipo de pensamentos pois sempre haverão mentes desvirtuadas que atrairão essas barbaridades.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Texto dedicado às alunas

Texto dedicado a todas as alunas e lido em nossa na confraternização de final de ano

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina
.”

Essas palavras não são minhas, e sim de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretãs imortalizada por seu pseudônimo, Cora Coralina. E não é à toa que utilizo versos dessa escritora aqui. Seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás, foi publicado em 1965, quando a poetisa tinha apenas 75 anos...e notem que ela é considerada uma das maiores poetisas de Língua Portuguesa do século XX.

Cada uma de vocês vem aqui com uma história de vida mais fascinante que a outra, rumos diferentes, realidades e condições diferentes, mas vejo pontos em comum que trazem todas até aqui.

Como Cora Coralina, todas vocês se dispuseram a iniciar e aprender algo novo, sem pensar na idade, sem se acomodar com o tempo que se foi, sem pensar em como será ou quanto tempo ainda terá....
Burlaram o preconceito contra o desconhecido e se entregaram a conhecer antes de julgar, a incorporar o que for bom para si e descartar o que não servir.

Todas preservam alegria pela vida, crença na humanidade e muito amor no coração.

Eu acredito que mais feliz do que aquele que apenas transfere o que sabe e aprende o que ensina, é que aquele que aprende com quem ensina.

Cada uma de vocês em um dia incorporou o papel de minha confidente, ou de mãe, quisá avó de meu filho...com vocês, já aprendi sobre música, sobre a Campinas de ontem e de hoje, sobre culturas difentes....comprei mais passagens e viajei por mais lugares que sonharia meu espírito sagitariano!

Obrigada por compartilharem suas histórias e me receberem em suas vidas e casas!

Que todos nós renovemos as esperanças em dias melhores pra sempre. Feliz natal!

sábado, 3 de julho de 2010

Tá todo mundo mais calmo??

Bem, acho que hoje todo mundo já está mais calmo depois do jogo de ontem então já posso falar sem ser massacrada, digo, tão massacrada. Até que enfim acabou a palhaçada! Ufa, falei, pronto!


Não sou nenhum tipo de xiita maluca que é contra tudo e só quer ver o Brasil perder... eu acho maravilhoso e aplaudo quando temos vitórias no esporte ou destaque no exterior com profissionais de todas as áreas. Acho que temos que superar nosso sentimento de inferioridade e conquistar tudo que quisermos. O que ocorre com o futebol é que me incomoda, irrita até.


Primeiro porque a seleção de futebol conquista o espaço que tem na base de um investimento milionário, talvez bilionário de vários setores...e esse investimento a meu ver não retorna para nós - cidadãos comuns -de nenhuma maneira.

Comerciante que ficou feliz durante esse mês só quem vende camisetas, fogos ou donos de bar...no mais foi uma pasmaceira...

Agora vou deixar registrado e daqui a quatro anos vamos confirmar o seguinte: se você está com vergonha do Brasil nessa copa, espere para saber o que é vergonha de verdade em 2.014. Hoje a vergonha é apenas da seleção, do futebol... daqui a 4 anos a vergonha vai ser nacional!

Como sede da Copa, vai ser um tal de obra nao finalizada, desvio de dinheiro, corrupção, assalto a estrangeiros que vierem assistir, cambista, falsificação de ingresso, apagão, transporte não suficiente e eficiente....afff...dá até medo...

Isso sim é vergonha....vamos torcer, de verdade é para que tudo isso não aconteça e que sejamos anfitriões à altura do que queremos ser no futebol.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Homem primata, nacionalismo barato"

Aff, começou....graças aos chinenes com suas bandeiras baratas, o Brasil da Copa está mais nacionalista que nunca!

Se usar uma camisa verde ou algo próximo do amarelo canário durante 3 anos e 11 meses é completamente brega por aqui, nessa época é preciso usar óculos de sol pra aguentar tanto amarelo. SOCORRO!

Seria muito bom se todos se unissem com o mesmo empenho para lutar por tudo que está incomodando, pelos absurdos impunes. Estou com medo sincero da próxima copa no Rio de Janeiro, acho que será o primeiro mês decretado feriado nacional na história do universo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

As cadeirinhas, a educação e o poder familiar!


Um dos institutos mais importantes no direito de família é o antigo "pátrio poder", hoje no Código Civil chamado de poder familiar a fim de não caracterizar sobrevalência do poder do pai em detrimento da mãe. Trata-se de um conjunto de direitos e deveres exercidos pelos pais ou responsáveis sobre os filhos enquanto, menores os assistindo, educando e criando; e posteriormente, dos menores em amparar os pais na velhice.
Fato é que os pais devem em princípio cuidar da educação, assistência, proporcionando condições para que as crianças cresçam e desenvolvam todas as suas potencialidades.
Ocorre que penso que em nosso país, o Estado vem assumindo responsabilidades que não são suas, decidindo pelos pais, e impondo sua vontade sobre a de quem efetivamente deve exercer o poder familiar.

A Constituição de 1.988 determinou que a educação é responsabilidade do Estado. Em tese a lei viria a beneficiar a nação, no entanto, analisando-se a real situação do ensino público brasileiro, devo dizer que isso causou um enorme problema aos pais realmente diligentes mas que não tenham condições de arcar com o custo do ensino particular. Outro dia li sobre um casal que está sendo processado e corre o risco de perder o poder familiar por não considerar que a escola pública de sua localidade seja adequada aos filhos pois apresenta violência excessiva. Eles resolveram educar as crianças em casa, sendo que eles participam e são aprovados nas avaliações....mas o Ministério Público entendeu que a frequência é obrigatória e que os pais estão descumprindo a Lei.
As escolas públicas estão em situação caótica, a violência domina essas instituições, e se não desejo que meu filho participe disso e resolvo educar em casa não posso? Se o Estado quer prevalecer seu poder familiar nas não é diligente em cumprí-lo...o que deveria acontecer? Penso que deveria se destituir esse mesmo Estado do poder como é feito com qualquer pai ou mãe negligente.
Outro caso de nítido enfrentamento à soberania de decisões pelos pais é a Lei que entra em vigor hoje, exigindo o uso de cadeiras especiais para transportar crianças nos veículos. Não que seja contra o uso, ao contrário, acho que é a maneira mais segura de levá-los, entretanto, questiono aqui a obrigatoriedade pois considero uma interferência no poder de decisão de cada um.
Se impõe o uso das cadeiras para transporte em carros particulares mas as peruas escolares, profissionais que estão transportando o filho dos outros não precisam? Ônibus idem...dois pesos e duas medidas porque?
Se encontro uma amiga que não tem carro caminhando no sol de meio dia com seu bebê não posso oferecer-lhe uma carona? Se viajo para outra cidade de ônibus posso transitar quilômetros sem a cadeira, mas ao chegar não poderei andar com a criança no carro de parentes que me hospedam?
Tem legislador que vive numa casa com ar condicionado, entra num carro com ar condicionado para ir ao plenário com ar gelado e acha que não faz mais calor no mundo! Não tem noção de realidade! Tenha dó!
Prezado legislador, com todo o respeito, vai tomar cu...idado com dólares em sua cueca que do meu filho, cuido eu!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Dilema das mães modernas: o CC


Nessa semana em que se comemora o dia das mães, e antes que pensem que apelei para "escatologia" vou logo explicando...acredito mesmo que o maior dilema das mães modernas é o C.C. - Correria e Culpa.



Em que pese que na fase de amamentação sofria mesmo com o cheirinho azedo do leite, passada essa época sobra mesmo o "cc" da correria e culpa. A imagem que estão tentando nos vender da mulher moderna como esse ser intergalático que consegue ser impecalvelmente multitarefas é outra prisão.



Se de um lado as mulheres queimaram sutiãs para terem liberdade de entrar no mercado profissional, de outro essa armadilha está nos levando a uma gaiola dourada onde podemos sim, ingressar nesse mercado, desde que para isso nos esgotemos em dar conta das demais facetas de nossas vidas com esmero. Assim sendo, a mulher profissional quando decide ser mãe apenas incorporará essa função em sua vida corrida não podendo curtir essa maternidade plenamente se assim for a sua vontade.



E assim começa o ciclo infinito da correria e culpa: se estamos no trabalho, estamos culpadas por deixar os pequeninos na creche, ou com babás...se estamos em casa, nos culpamos por não estarmos envolvidas completamente com o trabalho: não temos mais disposição para ler o que líamos antes, para estudar o que antes fazíamos. Surge um curso interessante lá vem a culpa: vou deixar as crianças mais tempo do que já ficam delegadas a outros para fazer um curso...se não fazemos vem a culpa também pois não estamos investindo na carreira como deveríamos.



Claro que toda essa culpa vai ser permeada por uma correria sem fim, já que na ânsia de abraçar todas as tarefas tentamos fazê-las no menor tempo possível, correndo inegavelmente ... e inutilmente!



Tenho uma colega que afirmou categoricamente que nunca mais trabalhou com a mesma concentração desde que seu filho de um ano e meio nasceu. É mesmo difícil separar totalmente os momentos em que nossa cabeça tem que pensar só nisso ou naquilo porque nosso cérebro feminino não funciona dessa forma. Cientificamente todas as informações no cérebro feminino se conectam com tudo, através do elo da emoção. Diferente dos homens que conseguem e precisam se desligar de uma informação para se concentrar em outra, as mulheres interligam as informações o que lhes permite fazer várias coisas ao mesmo tempo sem perder atenção, o que não quer dizer que diminua sua atenção.



Como ter total atenção no trabalho se seu filho está doente....ainda que medicado e em boas mãos? Como não se emocionar com aquelas pequenas carinhas e mãozinhas te segurando e pedindo para ficar? Fora que nessa correria a criança também acaba levando vida de adulto, lotada de horários, cursos, aulas, aprendem logo o verbete "atrasado".

Claro que é arriscado deixar a carreira pois a criança crescida dificilmente vai tomar tanto tempo como quando era pequena e pode ficar um vazio. E depois de adultos são flechas lançadas, não saberemos nunca se retornarão e se estarão ao nosso lado, mas o que pondero é a escolha! Simplesmente luto pelo direito de escolher e não sair do estereótipo da mulher subjulgada e inferiorizada e entrar em outro o da super mulher. De fato muda ao que somos obrigadas, mas será que não continuamos obrigadas a algo?

Não sei realmente a solução, volto ao post do retrocesso, mas apenas para reflexão, devemos pensar seriamente sobre o papel da mulher moderna, e o resultado dessa geração que cresce carente de mãe. Dizem que só se entende sua mãe quando se torna uma, e de fato, hoje sei o grande papel que a minha tem em minha vida!

Com ela aprendi que não se pode ensinar tudo o que se pode precisar, então a lição mais importante que temos que ousar empreender como mães é ensinar os filhos a se interessar, aprender, pesquisar pois assim poderão encontrar as habilidades que precisarem no momento em que elas surgirem.

Um feliz dia das mães a todas e especial para você: minha mamãe!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Hoje me aproprio de texto alheio, depois comento

OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS (Rabino Nilton Bonder)
Feriados - dia de respeito e atenção a si e à vida...
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.
O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.
As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo.
Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa.
O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI. Um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto, e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.
O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: - literalmente, ficar desatento;- é um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: 'o que vamos fazer hoje?' já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria: o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou?
Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Bem vindos a 2.010

Olá meus amigos, esta é a primeira postagem desse ano, e sempre devemos unir esforços para que seja sempre melhor. Mas acho que o Planeta Terra está doente, já mandou logo no primeiro dia o recado de que passamos dos limites. Assim não dá...vamos pensar positivamente não só para nossos planos se realizarem mas pelos planos dos nossos filhos e netos, e eles dependem de termos um local para viver. Achei uma gracinha esses posts pois além de tudo são realistas. Espero que apreciem como eu gostei, e até mais.




















sábado, 5 de dezembro de 2009

Consumo no natal!









Outro dia recebi um texto muito interessante sobre o Natal. Nele se falava sobre seu significado - simplificado para meu filho como o aniversário do menino Jesus - e sobre a compra dos presentes. O interlocutor descrevia sua busca por um presente interessante ao festejado e a "pequeneza" de todos eles diante de "Seu" exemplo!


Se realmente pensarmos sobre a troca de presentes como um simbolismo dos presentes que deveriam ser dados ao aniversariante, não deveríamos entrar nessa loucura que a mídia nos impõe e que já nos acostumamos. Lojas lotadas, shoppings insuportáveis, trânsito, tentações do parcelamento, do cartão de crédito ...ufa! Sentamos à ceia esgotados.

Uma vez uma vendedora de shopping me confidenciou que saía tão tarde e tão cansada no dia 24 de dezembro que sequer partilhava da ceia com a família, preferia tomar um banho e cair na cama. Não tiro sua razão diante da loucura que se torna o comércio desde os primeiros dias do mês de dezembro - e agora cada ano mais cedo.
Até bem pouco tempo a montagem dos enfeites e início do ritmo natalino tinha dia certo para começar: um mês antes do natal. Antes disso não se viam produtos sazonais como panetones, castanhas entre outros. Era interessante esperar por eles. Agora compra-se panetone o ano todo, enfeites de natal logo após o dia das crianças.
Outra alegria era minha caixa de correio: cartões lindos, decorados, aquela sensação única da lembrança do amigo, o cheiro do papel novinho em folha, as imagens que nos transportam ao imaginário...não tenho há anos nenhum cartão em papel, o carteiro virou entregador de contas.
E por falar em carteiro...todos os prestadores de serviços querem caixinhas de natal. Incorporou ao salário. O entregador de conta de água acha que fico feliz com o serviço que me presta - que poderia muito bem ser suprido pelo coitado do carteiro que não me traz mais cartas - e acha que tem que ganhar gratificação....em novembro, claro porque é "a última leitura do ano"....ahhh por favor!
Nos faróis não sei pra quem olho: o papai noel que joga bolinhas pro ar, o palhaço que faz malabarismo, o menino que tenta limpar meu vidro ou a entregadora dos panfletos de um carro 2.011...sim, os carros zero também avançam no tempo e são lançados dois anos antes....
Ah...estou cansada desse ritmo. Não anseio mais pelos preparativos. Sabe a história de curtir o processo...eu tenho curtido mesmo é o fim. E olhe que tenho criança pequena, que ainda acredita na magia e no papai noel.
Vamos então preservar o verdadeiro sentido do natal e celebrarmos a vida com aqueles que amamos!
Feliz Natal!












segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Será o retrocesso o segredo da evolução?


Tenho pensado muito sobre algumas invençõs que vem sendo abandonadas em prol de um futuro melhor. Quando era pequena, uma vizinha amiga, estudava em uma das melhores escolas da cidade. Ela e seus dois irmãos e os pais sustentavam o padrão de vida produzindo sacolas de feira.
Nos tempos em que as frutas e verduras eram compradas nas feiras de rua, todos tinham em casa algumas sacolas e um carrinho para ir à feira e trazer suas compras. Depois as feiras foram substituídas por sacolões, super, hipermercados onde embalavam nossas aquisições em muitas sacolas plásticas. Agora nos convencem a usar sacolas retornáveis, camufladas sob o "estrangeirismo" de "ecobags"...nada mais que as velhas sacolas de feira que também tenho visto novamente à venda.
Lembro também do tempo em que refrigerantes eram vendidos com a troca do casco...retornando agora com a Coca-cola. Minha mãe negociava o refrigerante em casa com nossa ajuda no supermercado e com as garrafas. No Carrefour passávamos antes na troca de vasilhame, que ficava no estacionamento. Eles davam um vale que era trocado no caixa após a compra.
Outro retrocesso é a supervalorização do exercício físico. Não que ele não seja importante, o fato é que antigamente fazia simplesmente parte da nossa vida diária simplesmente porque era um meio para realizar nossas atividades. Andava-se pra chegar a algum lugar, subia-se escadas para içar andares mais altos, carregava-se sacolas porque tínhamos que levar nossas coisas. Agora, temos tantas coisas rápidas, elétricas, mecânicas, etc, que deixamos de nos movimentar para tudo e então temos que nos obrigar a movimentar para exercitar o corpo.
E o sabão feito com óleo....achava nojento, mas era feito por economia pela minha avó. Agora voltam a me pedir óleo usado em garrafas para fazer sabão: ecológico, reciclagem....ai ai ai
Acho que o segredo do nosso futuro é então um certo retrocesso, avaliarmos o que era bom ou viável e reincorporarmos às nossas vidas, por necessidade até, para que possamos continuar vivendo e usufruindo de nosso planeta.

Cooperem, palpitem...mandem coisas que lembram-se do passado e que estão voltando à "moda"!

domingo, 2 de agosto de 2009

Dicas econômicas da velha chata

A pedidos, inauguro a série DICAS DA VELHA CHATA com várias sugestões de consumo consciente e de economia no bolso no fim das contas. Espero que gostem:



1) Reclame, reclame, e reclame:

Não aceite menos dos produtos ou serviços que adquire. Todo investimento com embalagens, manuseio, perdas, publicidade estão embutidos no preço que você paga. Assim sendo não podemos aceitar o "mais ou menos". Além do que, se não tem retorno, as empresas acham que estão agradando e continuam a agir da mesma forma. Leve a sério a gravação: "sua ligação é muito importante para nós."



2) Ao reclamar priorize o email. Se não for possível procure o SAC aliado ao 0800 (ligação gratuita):

Quando você for entrar em contato com a empresa, pense que se você conseguir fazê-lo por email vai realizar seu contato sem espera, musiquinhas irritantes ou enrolação. Além disso poderá fazê-lo a qualquer hora, adequando a sua rotina, assim como a resposta independe de horários. Claro que o retorno teu que vir prontamente. Se isso não ocorrer alie-se ao SAC gratuito. Não importa a demora você não estará pagando pela ligação.



3) Se for usar um contato de 0800 - ligação paga pela empresa - use o celular para fazer a chamada:

Sim, se você pretende fazer uma reclamação geralmente já se prepara para longas esperas com musiquinhas irritantes não é? Porém você pode minimizar o problema realizando a chamada através do seu celular. Isso porque como a tarifa sai mais cara para a empresa, eles atendem mais rapidamente . E ainda, caso demore, você pode fazer outras coisas enquanto espera colocando no viva-voz.



4) Ao invés de reclamar para os outros, reclame diretamente para o causador do problema:

Não faça de suas reclamações uma lamentação sem sentido. Direcione para quem realmente te causou ou pode resolver o problema. Você pode se surpreender com uma solução que nem imaginava.



5) Em compras de legumes e frutas em supermercados que pesam no caixa, confira na nota se o produto foi corretamente classificado na pesagem:

Com tanta variedade nova de legumes e frutas no mercado, muitas caixas não conhecem todos os produtos e na hora de pesá-lo, passam o código de outro. Incrivelmente elas sempre erram para produtos mais caros: melão amarelo passa por melão orange, pepino caipira por penino japonês....pequenas diferenças no nome, abreviadas na nota fiscal que podem fazer seu produto passar de 100% a mais no preço por quilo. Já peguei diferenças de até R$ 13,00 em uma única compra.



6) Pechinche sempre:

a) Muitas coisas se tornaram mais populares como TV a cabo, internet banda larga, a telefonia tem muita concorrência.. Serviços que vcê tem há tempos podem estar sendo vendidos por um preço inferior. Se já estiver fora das carências, solicite enquadramento no novo plano afirmando que pode sair e comprar no novo preço.

b) Valor em várias vezes é sempre embutido de juros: se vai pagar à vista peça desconto. Se não derem,compre no carnê e o pague de uma só vez no dia seguinte: confira como dão desconto pela quitação.

c) Se vai pagar em dinheiro, tente um desconto. Eles pagam até 5% do valor da compra para a operadora do cartão. Funciona muito bem em lojas pequenas.



7) Faça contas:

Sempre calcule se vale à pena rodar mais pra pegar aquela promoção imperdível a 15 Km da sua casa...será que o desconto não vai ser consumido em combustível - pense mais amplamente: cada Km rodado gera desgaste do carro, tempo resultando em dinheiro...calcule tudo isso e acrescente à oferta. Vale à pena mesmo?

continua...

Coleta seletiva

Um hábito tem duas tendências: geralmente os que são fáceis de se adquirir, são dífíceis de se perder...e se difíceis de se criar são por vezes fáceis de se perder. Ou seja a máxima da velha guarda: "tudo que eu gosto é ilegal, imoral ou engorada" pode ser expandida para aquilo que a gente acostuma logo é gostoso e ao que acotumados fica difícil de perder.
Já o que não é tão gostoso assim ou trabalhoso....hum...rapidinho, sem incentivo perdemos o hábito. E foi essa minha briga dessa semana com a Prefeitura. Aqui implantaram coleta seletiva do lixo, após tanta insistência da gente. Vieram os panfletos, as orientações das Cooperativas...hábito difícil de criar, muitos resistiram...disseram não ter resultados, outros achavam que dava trabalho. Enfim, o processo de conscientização foi longo, trabalhoso e corria o risco de se perder em pouco tempo.
Ocorre que depois que todo mundo aprender, incorporar o hábito por semanas no dia certo a coleta não passava.
A vizinhança já estava desistindo. Ao contrário disso eu resolvi botar a velha chata em ação: literalmente infernizei! Ligações ao 156, e muita paciência. Tem que ter.
Fato é que a cidadania envolve muitas partes e o Poder Público tem que fazer a dele. A coleta seletiva dimimui o lixo nos aterros, mas principalmente dá uma vida digna a muita gente. Os catadores tem sido desestimuladas por queda nos preços da sucata atribuídas à crise. Tem que se valorizar esse profissional que promove a corrente da reciclagem. Não deixemos que ela pare.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Obituários

Uma vez uma amiga jornalista me contou que a imprensa já tem pronta obituários da maioria dos grandes nomes e estrelas. Na hora de "usar" por assim dizer, eles só atualizam, acrescentam poucas coisas e publicam.
No momento em que ouvi achei estranho, meio mórbido pensar que aquele caderno que sai no jornal logo na manhã seguinte já estava pronto há muito tempo...perdeu a magia de imaginar como fizeram tão rápido...ilusão. Não existe magia no mundo corporativo, não iriam mobilizar todos os editores para uma causa simples e definitiva da vida: a morte.
Fato é que mesmo nessa hora, Michael Jackson agiu como ídolo pop: deu tempo para a preparação. Nas notícias desencontradas e não confirmadas, todos já se agitavam e procuravam juntar informações, imagens para divulgar.
A lenda pop sempre cercada de polêmicas não poderia ter um fim diferente. Grandes mitos desaparecem no tempo e espaço e assim são eternizados. Não envelhecem imitados à exaustão como Elvis Presley até hoje.
A verdade é que como bem definiu Barack Obama em seu pronunciamento Michael teve uma vida de triste e de tragédias. O astro que começa criança e não podia brincar...que cresce famoso e não pode sair, que envelhece menos idolatrado e não aceita...
Quem sabe a mudança de fisionomia não era uma tentativa vã de fugir de si mesmo?
Fica a lenda, e a obra que transcendem o tempo marcado pelo homem.

sábado, 13 de junho de 2009

O consumo consciente em organização de festas

Não pensem que não curto festas...só quero alertar sobre o consumo consciente.

É impressionante como a sociedade atual nos "empurra" para a necessidade de ter tantas coisas nas datas comemorativas e nas festas em geral. Além do consumismo exagerado que a publicidade nos vende fazendo o cidadão se sentir o pior dos piores por não ter comprado tal produto, ainda temos a questão da ambientação das festas que também foi industrializada.

A organização de uma festa animada passou a contar com ítens obrigatórios -a meu ver nem sempre necessários - e que são uma verdadeira afronta ao meio ambiente. Ao término do envento vemos uma montanha de lixo acumulado que não é reaproveitado.

As bandeirinhas de festa junina, antes confeccionadas no famoso "papel de seda" tão fininho, tão rapidamente decomposto, deu lugar a bandeirinhas de plástico, baratinhas, mas que levam muito anos pra serem absorvidas. O cachorro quente, a pipoca, o quentão...tudo vai pros recipientes plásticos que vão pro lixo - quando vão...em geral ficam no chão a ser varrido no fim da festa.

Nas festas de aniversário tudo é descartável do prato e copo até as bandejas muitas vezes. Fora as caixas de isopor pra conservar quentinhos os salgadinhos.


E a moda das festas de debutantes e casamentos? Viraram super eventos onde é obrigatória a distribuição de vários acessórios como óculos, antenas e cogêneres para garantir a diversão. Acontece de todos são feitos de plástico e não passam da porta do carro. Isso se alguém que passou da cota na bebida não resolver jogar pela janela do carro.

Ah gente, a festa fica linda de qualquer jeito com boa comida, bom papo, boa música. Não precisa mais que isso pra animação. E fazer a decoração, manualmente também acaba fazendo parte do ritual da curtição da festa, começamos a curtir antes. Tente, invente, faça diferente!


quinta-feira, 4 de junho de 2009

A Política do Pão e circo....

Uma das matérias mais fascinantes da faculdade de direito na minha opinião foi o Direito Romano. Não sei se essa predileção deriva do fantástico educador Del Nero (João Alberto Schutzer Del Nero) ou pela cultura que até hoje influencia diversas características sociais, intelectuais e legislativas.
O regime monarquista do Império Romano assim como o Brasil, tinha diversos problemas sociais. Enquanto a escravidão gerava desemprego na zona rural, esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Parece familiar? Pois a solução encontrada pelo Imperador Romano da época não parece muito diferente das promovidas atualmente pelo governo Brasileiro.
Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.
Pois bem, enquanto o governo Brasileiro associa a crise mundial a uma "marolinha", a doença de sua possível sucessora a algo facilmente tratável, o desemprego aumenta e o poder de compra da classe média cai a cada dia, além claro, de se protelar indefinidamente com manobras absurdas a CPI da Petrobrás. Porque será?
Sua mais nova manobra junto ao Governo Chinês, que "adiantou" 10 bilhões de dólares em troca de 200.000 barris de petróleo por dia pelo período de 10 anos....sim você leu corretamente 10 anos. Fazendo a conta: 200.000 barris por dia X 365 dias X 10 anos = 730.000.000 de barris
Dividindo US$ 10 bi por 730 mi = US$ 13.69!!!!!!!!!!!!!!!! O preço do barril hoje, a pior cotação dos últimos 10 anos, está em torno de $35-40 (subindo). E já chegou a $150!!!
Assim sendo, a CPI da Petrobrás poderia expôr tal bagatela e perturbar a ordem pública dos 49% de opinião pública (não me pesquisaram e você?) que apóiam o terceiro mandato.
A política do pão e circo então foi implantada aqui também....direta ou indiretamente foi em momento oportuno que um avião moderno desaparece, cai, levando passageiros ilustres ou não. E assim, a mídia em geral fica tão comovida que passa a exibir incessantemente explicações ou especulações sobre o acidente, sobre caixas pretas, outros acidentes, vítimas, histórias pessoais.
Pra mim chega! Não quero mais um caso Isabela Nardoni na minha tela - quando tive que abandonar a televisão por algumas semanas pois não queria contaminar a cabecinha de meu pequeno filho com desgraças. Tenho certeza que quando acharem um corpo decomposto, cujo rosto foi comida por peixes vão mostrar em close. Não obrigada!
Buscam uma caixa preta....eu gostaria que implantasse uma caixa preta nos acordos internacionais, no congresso e depois a buscassem com o mesmo empenho!
O circo está ai pessoal, só falta junto das imagens mandarem uma porção de batatas fritas....e não pensem que a idéia é revolucionária. "Sin perder la ternura"...companheiro!
E depois eu é que sou chata!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Felicidade para todos

Esse é o primeiro post que surgiu em parceria. Obtive as seguintes informações de uma amiga e me interessei pelo assunto.

Você já ouviu falar em FIB? Pois essa idéia vem sendo discutida pela UNICAMP e em outras comunidades para aplicação em breve em nosso país. O índice de Felicidade Interna Bruta (FIB) já está sendo usado para orientar políticas públicas, empresariais e até pessoais partindo do princípio que a satisfação de uma pessoa, ou dos habitantes de um país, depende do contentamento que se tem em nove áreas diferentes.

A maioria das pessoas tem muita dificuldade em responder se são felizes ou não. Pensando nisso, Jigme Singye Wangchuck, então rei do Butão – pequeno país entre a China e o Tibete – há mais de 30 anos criou um índice de desenvolvimento social baseado em pesquisas que procuram mapear o que pode trazer felicidade para seu povo.
Hoje a idéia já está disseminada em vários países, inclusive o Brasil que sediará em novembro próximo o Encontro Internacional sobre o tema. Segundo o ministro do planejamento do Butão uma das melhores maneiras para se buscar mais felicidade é determinar com detalhes o que nos traz sofrimento e alegria.


Apesar de suas riquezas naturais e preservação ambiental, o Butão acabou se tornando conhecido por ser um laboratório onde se gestam possíveis rumos para o futuro da humanidade. Procura-se criar critérios que determinem a satisfação de vida e bem estar físico e psicológico. Atualmente o FIB tem 9 indicadores gerais, subdivididos em 73 itens.
Tais fatores vem se relacionando ao desenvolvimento de um país, medidos pelos índices de qualidade de vida reconhecidos pela ONU. E os dados da FIB são constantemente atualizados.
A idéia atual é se aplicar o FIB localmente para que posteriormente possa ser usado como referência para políticas públicas governamentais. No Brasil esse projeto vem sendo aplicado em cidades do interior e já ganhou militantes entre o governo de capitais. Os coordenadores locais acreditam que o país tem potencial para se tornar o primeiro país do mundo depois do Butão a adotar oficialmente o FIB como índice de desenvolvimento social.
Isso porque existe uma tendência mundial a demonstrar que o acúmulo material não trouxe a felicidade esperada. Um entre cada quatro americanos bem sucedidos se declara infeliz.
Diferentemente dos índices econômicos tradicionais, o FIB inclui fatores subjetivos como emoção e causas geradoras de estresse e interelaciona os fatores. Não pode ser bom para felicidade material e prejudicar o meio ambiente. Todos os níveis são considerados iguais e interdependentes. Além disso as atividades econômicas devem se equilibrar com outros campos criando assim políticas públicas integradas. Não adianta investir apenas em um campo como saúde.
O que é avaliado?
O bem estar material está na base da felicidade num patamar mínimo para suprir as necessidades mais básicas do ser humano, mas a conquista da riqueza não deve prejudicar outros fatores como saúde.
Os estudos da FIB no Butão chegaram a conclusão que 6 horas de trabalho são suficientes para manter ativa a economia do país sem prejudicar atividades individuais importantes para a felicidade como: estar com a família, dedicar-se à práticas espirituais, dormir satisfatoriamente e fazer exercícios físicos.
As nove dimensões da felicidade de um país estão contidas nos seguintes itens:
1) Padrão de vida econômica
2) Educação de qualidade
3) Saúde
4) Expectativa de vida e atividade comunitária
5) Proteção ambiental
6) Acesso à cultura
7) Bons critérios de governança
8) Gerenciamento equilibrado do tempo
9) Bem estar psicológico
De tempos em tempos a FIB avalia se as políticas públicas adotadas nesse sentido forem eficientes, e se o forem as pessoas ficam mais felizes.
Se os estudos recentes de universidades da Escócia e da Califórnia, nos Estados Unidos concluíram que 50% da felicidade das pessoas têm origem genética. Outros 40% têm a ver com as nossas atitudes, e 10% com fatores externos, essa atualização do FIB pode ser feita por todos nós: se o índice de felicidade estiver diminuindo, ou se não há um equilíbrio entre as diversas áreas da vida, é melhor agir e mudar o caminho.

Veja mais em:

http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1124168-10345,00-FELICIDADE.html

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/eventos/conteudo_390777.shtml

http://www.felicidadeinternabruta.com.br/

sábado, 16 de maio de 2009

Recebi o texto abaixo reproduzido e atribuído a Martha Medeiros há alguns dias. Ao começar a leitura tive a impressão que alguém, finalmente, poderia lançar um alento sobre a vida da mulher moderna. Ledo engano...acabei a leitura ainda mais frustrada que antes.

A sensação de que não consigo alcançar nem metade das metas que as "superpoderosas" conseguem me atingiu como um raio. Não bastam os modelos de beleza inatingíveis expostos diariamente pela mídia, agora tenho um modelo de comportamente inatingível também.
Dentro da rotina diária de trabalho, filho pequeno, casa, marido, etc, não me sobra tempo para a academia, para o escrever o quanto gostaria aqui, para os tratamentos de beleza, enfim, para nada....sempre que tenho um tempo livre, tenho mais coisas pra fazer do que o tempo permite.
Isso vai trazendo uma insatisfação intensa, prejudicial.

O fato é que independente de dizer não para muitas coisas - eu uso a técnica de tirar os óculos: assim não vejo direito o que ficou sem fazer, a poeira na sala, etc - já tive que dizer não para muitas coisas. Já disse não ao maior luxo da mulher que trabalha fora por pura impossibilidade financeira: empregada doméstica.

A realidade apresentada pela autora é para poucas: "abrir mão da bolsa Prada ou do batom MAC"? Não se abre mão do que nunca se teve...nem sei quem é Philipe Starck.

Alguns nãos na vida da maioria das brasileiras significa abrir mão de carne no almoço. Ou a Sra. pensa que a empregada que limpa sua casa trabalha para comprar coisas para ela? Até mesmo a secretária em seu escritório fica esperando você liberá-la após uma reunião interminável que adentrou a noite para ir pra casa lavar a roupa que a espera e preparar o jantar para bocas famintas.

Você diz que a mulher moderna está muito antiga. Eu penso mesmo é que muitas adorariam voltar à maneira antiga e se limitarem ao lar, pois a modernidade só trouxe a algumas é mais serviço. Trabalhar fora se tornou obrigatório para sustento do lar. Mais de 26% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres.

As mudanças sócio-econômicas ocorridas nos últimos tempos têm obrigado muitas mulheres a partirem para o mercado de trabalho não por opção própria mas para ajudar no sustento familiar, na luta pela sobrevivência. Isso porque sabe-se que prevalece no Brasil a cultura machista e o serviço doméstico é pouco dividido principalmente nas camadas mais pobres. O trabalho fora de casa vai acumular...e não tem como dizer Não.

Na outra extremidade estão as workaholics bem sucedidas que tem acesso a todos esses bens, mas realmente não podem abrir mão do excesso e dizer não. Porque o mercado de trabalho, cada vez mais exigente suga. Quer o máximo e mais um pouco. Não há meio termo. Não há como arrumar um emprego e dizer: vou trabalhar só meio período, está bem?

O desafio está lançado. As mulheres apresentam doenças antigamente masculinas e não é à tôa: a exigência no mercado de trabalho sobre a mulher é a mesma, mas ela ao chegar em casa iniciar o 2º round...até Deus descansou no 7º dia. E no domingo, a chefe da família vai mesmo é pro fogão fazer o almoço esperado ainda mais caprichado, afinal neste dia - eles dizem - ela tem tempo.

E depois eu é que sou chata.


MULHERES POSSÍVEIS...
(Texto da Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a miss Imperfeita; muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante.
Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy
e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philipe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante
."

sábado, 9 de maio de 2009

Dia das mães!

Eis que chega mais uma das datas comerciais mais importantes, mas no meu coração é dos dias comemorativos o mais gostoso!
Primeiramente porque o amor que tenho para minha mãe é infinito.....entretanto depois que me tornei mãe, passei mais do que amá-la a compreendê-la.
Bem que dizem: quando nos tornamos pais, aprendemos a ser filhos! Hum, será então que só aprendemos a ser pais quando nos tornamos avós?
A ótica muda, você passa de pedra a ser janela: vulnerável, visível, tentando exercer sua função de proteger a família de todas as adversidades.
Uma amiga me enviou um texto de outra blogueira sobre seus filhos e as mudanças que eles lhe provocaram:
"Dizem que a gente muda depois que se torna mãe
Eu mudei o corte do cabelo, mudei as minhas roupas
Mudei o tamanho da bolsa, mudei (com certeza) meu corpo
Mudei minhas prioridades, os móveis da sala, mudei os passeios
Mudei o tamanho do carro, o tipo de restaurante
Houve um tempo em que mudar me assustava
Hoje sei que a palavra MUDANÇA vai me acompanhar pra sempre
Vocês mudam o tamanho da roupa
Mudam o número do tênis, mudam também o paladar
Mudam as vontades sempre, mudam da mamadeira para o copo
Mudam da motoquinha para a bicicleta, do brinquedo para o IPOD
Mudam da bóia para o mergulho, dos rabiscos para os desenhos
E um dia vão mudar de casa
Mas a única mudança definitiva é a mudança que vocês causaram no meu coração"
E é assim mesmo, de mudança em mudança o fundamental é que mudamos a maneira de ver o mundo, pensamos no futuro, no mundo que iremos deixar. E assim como se fala tanto na urgência em deixarmos um planeta melhor para nossos filhos temos que pensar seriamente sobre que filhos queremos deixar para esse planeta!
A cada dia vemos mais mães ausentes, inseguras de seu papel nessa sociedade que exige que sejamos mais do que podemos: super mulheres, super mães, super profissionais, super esposas que devem ser super amantes e ai por diante....mas essa é uma outra conversa que vou deixar pra outro dia.
Um Feliz Dia das Mães a todas as mães de sangue e de coração!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Os comentários sobre as sacolas

Como já tinha antecipado a postagem anterior foi de artigo já publicado. Desde então muita coisa mudou!
Na época sequer se falava em sacola reutilizável. O primeiro passo foi a obrigação do uso de sacolas oxi-biodegradáveis que se dissolvem no prazo máximo de 18 meses contra os 100 anos das sacolas convencionais.
O que acontece agora é que os supermercados, acuados pelo preço aproximadamente 15% mais caro tentam se marcarar de ambientalistas para vender sacolas reutilizáveis e assim, além de diminuir o seu custo com o fornecimento de embalagens para as compras, poder vender mais um produto.
Em que pese minha preocupação com o ambiente - já que pareço mesmo uma sacoleira com bolsas enormes onde cabem as pequenas compras e ainda outras sacolas de pano dobradas - levanto aqui a questão do consumidor mais uma vez enganado.
O preço das embalagens estão computados e devidamente embutidos no preço final de cada produto que compramos das prateleiras. Se eu não vou utilizar a sacola, nada mais justo que não pague por ela.
As grandes redes de atacado, conhecidas por preços mais acessíveis, nunca ofereceram embalagens para poderem baratear ainda mais. As sacolas hoje nesses locais são compradas se assim desejar. E não pense que é tão pouco R$ 0,17 por sacola...quantas você usa em uma compra?
Se o consumidor não utilizar nenhuma sacola plástica, a cada valor de compras poderia ganhar uma sacola de pano, ou obter desconto em caixa.
Não sejamos enganamos pela aparente preocupação com a ecologia numa verdadeira investida comercial poderosa. E eu é que sou chata...