quarta-feira, 5 de maio de 2010

Dilema das mães modernas: o CC


Nessa semana em que se comemora o dia das mães, e antes que pensem que apelei para "escatologia" vou logo explicando...acredito mesmo que o maior dilema das mães modernas é o C.C. - Correria e Culpa.



Em que pese que na fase de amamentação sofria mesmo com o cheirinho azedo do leite, passada essa época sobra mesmo o "cc" da correria e culpa. A imagem que estão tentando nos vender da mulher moderna como esse ser intergalático que consegue ser impecalvelmente multitarefas é outra prisão.



Se de um lado as mulheres queimaram sutiãs para terem liberdade de entrar no mercado profissional, de outro essa armadilha está nos levando a uma gaiola dourada onde podemos sim, ingressar nesse mercado, desde que para isso nos esgotemos em dar conta das demais facetas de nossas vidas com esmero. Assim sendo, a mulher profissional quando decide ser mãe apenas incorporará essa função em sua vida corrida não podendo curtir essa maternidade plenamente se assim for a sua vontade.



E assim começa o ciclo infinito da correria e culpa: se estamos no trabalho, estamos culpadas por deixar os pequeninos na creche, ou com babás...se estamos em casa, nos culpamos por não estarmos envolvidas completamente com o trabalho: não temos mais disposição para ler o que líamos antes, para estudar o que antes fazíamos. Surge um curso interessante lá vem a culpa: vou deixar as crianças mais tempo do que já ficam delegadas a outros para fazer um curso...se não fazemos vem a culpa também pois não estamos investindo na carreira como deveríamos.



Claro que toda essa culpa vai ser permeada por uma correria sem fim, já que na ânsia de abraçar todas as tarefas tentamos fazê-las no menor tempo possível, correndo inegavelmente ... e inutilmente!



Tenho uma colega que afirmou categoricamente que nunca mais trabalhou com a mesma concentração desde que seu filho de um ano e meio nasceu. É mesmo difícil separar totalmente os momentos em que nossa cabeça tem que pensar só nisso ou naquilo porque nosso cérebro feminino não funciona dessa forma. Cientificamente todas as informações no cérebro feminino se conectam com tudo, através do elo da emoção. Diferente dos homens que conseguem e precisam se desligar de uma informação para se concentrar em outra, as mulheres interligam as informações o que lhes permite fazer várias coisas ao mesmo tempo sem perder atenção, o que não quer dizer que diminua sua atenção.



Como ter total atenção no trabalho se seu filho está doente....ainda que medicado e em boas mãos? Como não se emocionar com aquelas pequenas carinhas e mãozinhas te segurando e pedindo para ficar? Fora que nessa correria a criança também acaba levando vida de adulto, lotada de horários, cursos, aulas, aprendem logo o verbete "atrasado".

Claro que é arriscado deixar a carreira pois a criança crescida dificilmente vai tomar tanto tempo como quando era pequena e pode ficar um vazio. E depois de adultos são flechas lançadas, não saberemos nunca se retornarão e se estarão ao nosso lado, mas o que pondero é a escolha! Simplesmente luto pelo direito de escolher e não sair do estereótipo da mulher subjulgada e inferiorizada e entrar em outro o da super mulher. De fato muda ao que somos obrigadas, mas será que não continuamos obrigadas a algo?

Não sei realmente a solução, volto ao post do retrocesso, mas apenas para reflexão, devemos pensar seriamente sobre o papel da mulher moderna, e o resultado dessa geração que cresce carente de mãe. Dizem que só se entende sua mãe quando se torna uma, e de fato, hoje sei o grande papel que a minha tem em minha vida!

Com ela aprendi que não se pode ensinar tudo o que se pode precisar, então a lição mais importante que temos que ousar empreender como mães é ensinar os filhos a se interessar, aprender, pesquisar pois assim poderão encontrar as habilidades que precisarem no momento em que elas surgirem.

Um feliz dia das mães a todas e especial para você: minha mamãe!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Hoje me aproprio de texto alheio, depois comento

OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS (Rabino Nilton Bonder)
Feriados - dia de respeito e atenção a si e à vida...
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.
O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.
As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo.
Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa.
O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI. Um dia seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto, e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.
O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair: - literalmente, ficar desatento;- é um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: 'o que vamos fazer hoje?' já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria: o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou?
Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Bem vindos a 2.010

Olá meus amigos, esta é a primeira postagem desse ano, e sempre devemos unir esforços para que seja sempre melhor. Mas acho que o Planeta Terra está doente, já mandou logo no primeiro dia o recado de que passamos dos limites. Assim não dá...vamos pensar positivamente não só para nossos planos se realizarem mas pelos planos dos nossos filhos e netos, e eles dependem de termos um local para viver. Achei uma gracinha esses posts pois além de tudo são realistas. Espero que apreciem como eu gostei, e até mais.




















sábado, 5 de dezembro de 2009

Consumo no natal!









Outro dia recebi um texto muito interessante sobre o Natal. Nele se falava sobre seu significado - simplificado para meu filho como o aniversário do menino Jesus - e sobre a compra dos presentes. O interlocutor descrevia sua busca por um presente interessante ao festejado e a "pequeneza" de todos eles diante de "Seu" exemplo!


Se realmente pensarmos sobre a troca de presentes como um simbolismo dos presentes que deveriam ser dados ao aniversariante, não deveríamos entrar nessa loucura que a mídia nos impõe e que já nos acostumamos. Lojas lotadas, shoppings insuportáveis, trânsito, tentações do parcelamento, do cartão de crédito ...ufa! Sentamos à ceia esgotados.

Uma vez uma vendedora de shopping me confidenciou que saía tão tarde e tão cansada no dia 24 de dezembro que sequer partilhava da ceia com a família, preferia tomar um banho e cair na cama. Não tiro sua razão diante da loucura que se torna o comércio desde os primeiros dias do mês de dezembro - e agora cada ano mais cedo.
Até bem pouco tempo a montagem dos enfeites e início do ritmo natalino tinha dia certo para começar: um mês antes do natal. Antes disso não se viam produtos sazonais como panetones, castanhas entre outros. Era interessante esperar por eles. Agora compra-se panetone o ano todo, enfeites de natal logo após o dia das crianças.
Outra alegria era minha caixa de correio: cartões lindos, decorados, aquela sensação única da lembrança do amigo, o cheiro do papel novinho em folha, as imagens que nos transportam ao imaginário...não tenho há anos nenhum cartão em papel, o carteiro virou entregador de contas.
E por falar em carteiro...todos os prestadores de serviços querem caixinhas de natal. Incorporou ao salário. O entregador de conta de água acha que fico feliz com o serviço que me presta - que poderia muito bem ser suprido pelo coitado do carteiro que não me traz mais cartas - e acha que tem que ganhar gratificação....em novembro, claro porque é "a última leitura do ano"....ahhh por favor!
Nos faróis não sei pra quem olho: o papai noel que joga bolinhas pro ar, o palhaço que faz malabarismo, o menino que tenta limpar meu vidro ou a entregadora dos panfletos de um carro 2.011...sim, os carros zero também avançam no tempo e são lançados dois anos antes....
Ah...estou cansada desse ritmo. Não anseio mais pelos preparativos. Sabe a história de curtir o processo...eu tenho curtido mesmo é o fim. E olhe que tenho criança pequena, que ainda acredita na magia e no papai noel.
Vamos então preservar o verdadeiro sentido do natal e celebrarmos a vida com aqueles que amamos!
Feliz Natal!












segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Será o retrocesso o segredo da evolução?


Tenho pensado muito sobre algumas invençõs que vem sendo abandonadas em prol de um futuro melhor. Quando era pequena, uma vizinha amiga, estudava em uma das melhores escolas da cidade. Ela e seus dois irmãos e os pais sustentavam o padrão de vida produzindo sacolas de feira.
Nos tempos em que as frutas e verduras eram compradas nas feiras de rua, todos tinham em casa algumas sacolas e um carrinho para ir à feira e trazer suas compras. Depois as feiras foram substituídas por sacolões, super, hipermercados onde embalavam nossas aquisições em muitas sacolas plásticas. Agora nos convencem a usar sacolas retornáveis, camufladas sob o "estrangeirismo" de "ecobags"...nada mais que as velhas sacolas de feira que também tenho visto novamente à venda.
Lembro também do tempo em que refrigerantes eram vendidos com a troca do casco...retornando agora com a Coca-cola. Minha mãe negociava o refrigerante em casa com nossa ajuda no supermercado e com as garrafas. No Carrefour passávamos antes na troca de vasilhame, que ficava no estacionamento. Eles davam um vale que era trocado no caixa após a compra.
Outro retrocesso é a supervalorização do exercício físico. Não que ele não seja importante, o fato é que antigamente fazia simplesmente parte da nossa vida diária simplesmente porque era um meio para realizar nossas atividades. Andava-se pra chegar a algum lugar, subia-se escadas para içar andares mais altos, carregava-se sacolas porque tínhamos que levar nossas coisas. Agora, temos tantas coisas rápidas, elétricas, mecânicas, etc, que deixamos de nos movimentar para tudo e então temos que nos obrigar a movimentar para exercitar o corpo.
E o sabão feito com óleo....achava nojento, mas era feito por economia pela minha avó. Agora voltam a me pedir óleo usado em garrafas para fazer sabão: ecológico, reciclagem....ai ai ai
Acho que o segredo do nosso futuro é então um certo retrocesso, avaliarmos o que era bom ou viável e reincorporarmos às nossas vidas, por necessidade até, para que possamos continuar vivendo e usufruindo de nosso planeta.

Cooperem, palpitem...mandem coisas que lembram-se do passado e que estão voltando à "moda"!

domingo, 2 de agosto de 2009

Dicas econômicas da velha chata

A pedidos, inauguro a série DICAS DA VELHA CHATA com várias sugestões de consumo consciente e de economia no bolso no fim das contas. Espero que gostem:



1) Reclame, reclame, e reclame:

Não aceite menos dos produtos ou serviços que adquire. Todo investimento com embalagens, manuseio, perdas, publicidade estão embutidos no preço que você paga. Assim sendo não podemos aceitar o "mais ou menos". Além do que, se não tem retorno, as empresas acham que estão agradando e continuam a agir da mesma forma. Leve a sério a gravação: "sua ligação é muito importante para nós."



2) Ao reclamar priorize o email. Se não for possível procure o SAC aliado ao 0800 (ligação gratuita):

Quando você for entrar em contato com a empresa, pense que se você conseguir fazê-lo por email vai realizar seu contato sem espera, musiquinhas irritantes ou enrolação. Além disso poderá fazê-lo a qualquer hora, adequando a sua rotina, assim como a resposta independe de horários. Claro que o retorno teu que vir prontamente. Se isso não ocorrer alie-se ao SAC gratuito. Não importa a demora você não estará pagando pela ligação.



3) Se for usar um contato de 0800 - ligação paga pela empresa - use o celular para fazer a chamada:

Sim, se você pretende fazer uma reclamação geralmente já se prepara para longas esperas com musiquinhas irritantes não é? Porém você pode minimizar o problema realizando a chamada através do seu celular. Isso porque como a tarifa sai mais cara para a empresa, eles atendem mais rapidamente . E ainda, caso demore, você pode fazer outras coisas enquanto espera colocando no viva-voz.



4) Ao invés de reclamar para os outros, reclame diretamente para o causador do problema:

Não faça de suas reclamações uma lamentação sem sentido. Direcione para quem realmente te causou ou pode resolver o problema. Você pode se surpreender com uma solução que nem imaginava.



5) Em compras de legumes e frutas em supermercados que pesam no caixa, confira na nota se o produto foi corretamente classificado na pesagem:

Com tanta variedade nova de legumes e frutas no mercado, muitas caixas não conhecem todos os produtos e na hora de pesá-lo, passam o código de outro. Incrivelmente elas sempre erram para produtos mais caros: melão amarelo passa por melão orange, pepino caipira por penino japonês....pequenas diferenças no nome, abreviadas na nota fiscal que podem fazer seu produto passar de 100% a mais no preço por quilo. Já peguei diferenças de até R$ 13,00 em uma única compra.



6) Pechinche sempre:

a) Muitas coisas se tornaram mais populares como TV a cabo, internet banda larga, a telefonia tem muita concorrência.. Serviços que vcê tem há tempos podem estar sendo vendidos por um preço inferior. Se já estiver fora das carências, solicite enquadramento no novo plano afirmando que pode sair e comprar no novo preço.

b) Valor em várias vezes é sempre embutido de juros: se vai pagar à vista peça desconto. Se não derem,compre no carnê e o pague de uma só vez no dia seguinte: confira como dão desconto pela quitação.

c) Se vai pagar em dinheiro, tente um desconto. Eles pagam até 5% do valor da compra para a operadora do cartão. Funciona muito bem em lojas pequenas.



7) Faça contas:

Sempre calcule se vale à pena rodar mais pra pegar aquela promoção imperdível a 15 Km da sua casa...será que o desconto não vai ser consumido em combustível - pense mais amplamente: cada Km rodado gera desgaste do carro, tempo resultando em dinheiro...calcule tudo isso e acrescente à oferta. Vale à pena mesmo?

continua...